A vida tem dessas coisas

16.7.06


ÓBITO!


Nishi - 11:23 PM


17.6.06


Mais uma piada sem graça. É sempre a última: o Bussunda resolveu nos deixar. E este blog está cada vez mais virando um obituário.


Nishi - 11:38 AM


14.6.06


A primeira rodada da Copa acaba de acabar e o balanço geral é o seguinte:

Melhores apresentações: República Tcheca e Espanha
Piores apresentações: Polônia, França e Ucrânia
Surpresa: nenhuma, talvez o empate que Trinidad e Tobago arrancou da Suécia
Decepções: seleções africanas, Japão e, por que não, o Brasil
Destaques: Rosicky, Sinha, Robben, Figo, Pirlo e Villa. Do Brasil, destaque para o Kaká e para a exuberante forma física do Cafu. No Japão, destaque para o Nakamura.

Foi uma primeira rodada de muito equilíbrio, muitos jogos nivelados por baixo, marcada por uma queda geral de rendimento das equipes no segundo tempo. Muito calor na Alemanha, mas também uma sensação de que os jogadores em geral, após uma temporada européia, não se recuperaram a tempo de mostrar o seu melhor, pelo menos nessa primeira rodada da Copa. Os países africanos tiveram resultados muito ruins, inclusive desperdiçando a chance de vitória fácil da Tunísia perante a Arábia Saudita. A Coréia foi o melhor asiático, o único a conseguir um resultado bom. Na América do Sul, a Argentina mostrou o futebol mais convincente, embora não tenha sido uma grande apresentação, e o Equador beliscou uma boa vitória contra a inoperante Polônia. A dona da casa fez uma apresentação razoável contra a fraca Costa Rica, enquanto Espanha e República Tcheca despacharam seus rivais com autoridade. A Inglaterra, outra favorita, mostrou um futebolzinho xoxo, assim como Portugal. O México venceu um adversário fraco, mas não jogou muito bem, embora tenha sido infinitamente superior aos EUA, na América do Norte. Quanto à Oceania, a Austrália ganhou uma vitória do Japão, na base do sufoco, ousadia (em um determinado momento do jogo eram 4 atacantes!) e da incompetência dos japoneses em decidir o jogo.

O Brasil venceu sem convencer. A Croácia não era esse bicho-papão, mas também não é um time bobo. Boa atuação do Kaká na armação das jogadas, mas o time está confuso no meio-campo, com problemas na marcação da intermediária, sem o primeiro combate, com Ronaldo inoperante e Adriano em má-fase. De valioso mostrou uma excelente qualidade física de seus veteranos laterais Cafu e Roberto Carlos. Este, contudo, deixou espaços em suas costas, que não foram cobertos pelo meio-campo ou zagueiros. Ainda há muito o que melhorar, mas a esperança do Brasil foi a vontade que o Ronaldinho Gaúcho mostrou. Ainda não foi o seu melhor futebol, mas o dentucinho parece estar a fim de fazer uma boa Copa. Com o Kaká em excelente fase técnica e física ao seu lado, os dois podem fazer muito estrago, ainda que comprometam a marcação do meio-campo.


Nishi - 3:10 PM


9.6.06


O telefone toca em minha casa hoje, por volta de umas 20h00. Atendo, e era a minha irmã, que estava em Campos do Jordão, trabalhando. Eis que ela me fala que tinha uma pessoa querendo falar comigo. Estranhei, mas falei "ok, passa aí, quem é?". Ela não me respondeu e passou o telefone. Uma voz que já tinha ouvido muito na minha vida, mas que não consegui reconhecer de imediato me chamou: "Ricardo? Cara, quem fala é o Ronaldo, do Corinthians!". "O goleiro?" Isso, e aí, tudo bem, sua irmã me falou que você é o maior corinthiano que ela conhece..."

Eu não acreditei, mas a minha irmã tirou uma foto. Essas coisas acontecem com ela, já que trabalha com marketing etc. Fiquei falando-gaguejando um tempo com o maior goleiro da história do Timão pelo telefone. Lógico, nessas horas você não consegue falar muito, mas deu pra pedir pra ele voltar pro Timão, pra xingar os bambis e outras coisinhas a mais.

Na verdade, nem é tão diferente ou impossível falar com algum ídolo do esporte. Se você vai em estádio, com um pouco de sorte, consegue um autógrafo, conversar com o cara. Se frequenta baladas-pagodeiras idem. O que foi sensacional, pra mim, foi estar em casa, sem fazer porra nenhuma, e receber uma ligação do Ronaldo!!! Isso foi foda!!

Anotem: 9 de junho de 2006. Dia em que se iniciou a Copa. Dia em que eu recebi uma ligação de Ronaldo Giovanelli, 601 jogos pelo Corinthians entre 1988/1998, 2 partidas pela Seleção Brasileira, o maior goleiro da história do meu time, autor da maior defesa que eu vi na minha vida (Corinthians e São Paulo, em um chute mascado do Lê). A partir do ano que vem é feriado decretado por mim.


Nishi - 11:31 PM


8.6.06


Morreu Fiori Gigliotti. Graande nome do rádio brasileiro, um sobrevivente das épocas áureas da narração esportiva brasileira. Tava há tanto tempo narrando que eu até me surpreendi com sua idade, apenas 77 anos...


Nishi - 7:57 AM


6.6.06


Soube há algum tempo de uma novidade. Uma novidade que eu não conhecia (até porque se conhecesse não seria novidade) e que me causou grande impacto pela mudança provocada, embora, sinceramente, não mude efetivamente nada. De qualquer forma, é uma novidade, ou melhor, foi uma novidade interessante, pela sua atualidade, embora agora já esteja um pouco passada, visto que demorei a escrever este texto. Na verdade, o impacto da novidade só perdurou enquanto novidade. Agora, sem mais essa aura de novicidade, a novidade perdeu o seu interesse e passou a ser uma notícia comum, já concreta no tempo e espaço de minha percepção e que por isso não vou compartilhar com vocês, já que quem gosta de notícia velha é peixeiro.


Nishi - 3:05 AM


22.5.06


Existem alguns momentos na nossa vida que nós qualificamos como mágicos, como todo mundo sabe. Nem sempre eles significam alguma coisa para outros, pode até parecer uma coisa boba pra quem não sabe ou não está contagiado pelo sentimento de abundância de satisfação e felicidade que nos inunda nesses momentos. E cada um deles é sensacional na hora e vai melhorando com o passar do tempo, justamente por aquilo que os gourmets e enólogos chamam de "retrogosto", ou seja o gostinho residual que fica. Neste caso, em nossas mentes.

Assim foi comigo, por exemplo, no Show do Pixies e no primeiro show dos Stones no Brasil em 95. Foi assim quando eu passei no vestibular. Quando conheci minha namorada. E, agora, neste final de semana, quando terminei a prova de Ilha Bela da Corpore. A sensação de acabar a corrida, depois de 10 horas e 24 minutos de competição, dividindo cada centímetro de terreno com a minha equipe não tem preço, como diria aquela propaganda; correr, para alguns é uma necessidade, para outros uma moda, para tantos uma coisa idiota. Pra mim, correr é orgânico e eu aproveito a moda e a mania das corridas de rua que se instalou no país pra alimentar o meu vício. Participar de corridas assim é uma satisfação: a cada linha de chegada, a sensação de dever e desafio cumpridos. Mas terminar a prova de Ilha Bela foi sensacional, porque foi por equipe, porque eu fiz o trecho mais difícil da minha vida, porque foi simplesmente legal.

Mais uma coisa marcada na memória, quentinha como pão que sai do forno, aconchegante por saber que é algo que vou contar por anos e anos com satisfação para as pobres pessoas que aguentarem me ouvir. O único problema é a saudade do momento. Esse banzo... mas eu já o conheço do show dos Pixies, dos Stones, sempre que deixo a namorada em casa...


Nishi - 10:53 PM


17.5.06


Nessa história toda de guerrilha urbana, fica bem claro que o Estado capitulou perante os bandidos. É absolutamente incompatível com a função do Estado qualquer forma de acordo com a facção criminosa que não seja a rendição incondicional desta. Qualquer iniciativa neste sentido significa que o Estado está abrindo mão de suas atribuições, poderes e deveres em nome de um interesse particular criminoso.

As informações que são dadas são desencontradas, além disso. Se é certo e justo que se franqueie ao Marcola o direito de falar com sua advogada, não seria certo e justo que isso ocorra se o regime ao qual está ele submetido impede esse tipo de comunicação, pelo menos de forma provisória. Abrir uma exceção à regra também é forma de capitulação.

De outro lado, também é interessante notar que algumas declarações dadas reconhecem indiretamente a letargia do Estado. Um membro da cúpula da segurança pública afirma que a única saída seria a rendição incondicional deles (está certo nisso), sob pena de a polícia não dar qualquer trégua aos bandidos. Nisso está errado. Independentemente da rendição, a polícia não teria que dar trégua mesmo, oras. Não há condição no papel e na atuação da segurança pública. Isso sognifica que o Estado só atua em situações de grave conflito?

O uso da força é o aparato legítimo do Estado. Se este abre mão de sua força, abre mão de seu papel de Estado. Infelizmente a teoria parece ter uma representação na prática nesses últimos acontecimentos.


Nishi - 9:42 AM


15.5.06


E mais uma vez o Rio de Janeiro perde a liderança nacional para São Paulo... agora, até em matéria de violência e organização do crime o São Paulo supera o Rio de Janeiro. É o tipo de liderança que não me agrada.


Nishi - 4:51 PM


3.5.06


Dia para se esquecer:

Na madrugada tem um pesadelo, com a morte de alguém da família. Só sonho, mas atrapalha o sono. Acorda de manhã meio pastoso e vê que o Speedy não funciona, como já não estava funcionando. Ok, havia uma visita agendada de um técnico. Mas ele não aparece e você perde a manhã inteira esperando. Liga pro Speedy e descobre que lá, embora ELES tenham agendado a visita, não há nenhum registro! P.q.p.! Sai atrasado pro trabalho, onde encontra a velha chateação de sempre. Pelo menos quanto a isso já estou acostumado, quero diariamente esquecer o trabalho. Sai pra almoçar, sem dinheiro no bolso, e tem que passar em um banco antes. Chaga no caixa eletrônico e o cartão não funciona! Lindo! Testo em todas as máquinas e nada. Fico sem dinheiro e sem almoço. Á noite, vai jogar o seu futebolzinho e, por falta de dinheiro e por estar atrasado, deixa o carro na rua, ao invés de pagar os escorchantes R$ 4,00 de estacionamento na quadra. Joga (mal, pra variar um pouco) e quando volta... pleckt! Vidro do carro quebrado, som furtado... chega em casa e o Speedy não está funcionando!

E amanhã tem mais... Speedy, arrumar o carro, trabalho...


Nishi - 9:04 AM


26.4.06


É inadimissível que no nosso atual grau de civilização e desenvolvimento tecnológico, ainda não tenhamos sido capazes de criar o caldinho de feijão expresso (ou espresso, como dizem os oriundi). Ainda mais agora que foi descoberta uma forma de se eliminar o grande problema colateral da popularização do caldinho de feijão em repartições públicas, bares e etc.

Sonho com o dia em que descerei do escritório ou do gabinete para degustar um caldinho de feijão rápido na feijoateria mais próxima. Por enquanto, sigo conformado com o cafezinho nosso de cada dia mesmo...


Nishi - 4:28 PM


22.4.06


Luto (DE VERDADE) do blog pelo falecimento de um dos maiores pontas-direita da história do Fluminense, o Fio de Esperança, mestre de todos os técnicos do Brasil, Telê Santana. Gozado, saber que ele, quando jogador, era um belo de um retranqueiro (ele era um dos dois únicos pontas na época que voltavam pra marcar, o outro era o ponteiro esquerdo do Botafogo, um cara chamado Zagalo), e quando virou técnico virou o mestre do futebol-arte do Palmeiras, do Atlético Mineiro, do São Paulo (entre outros clubes) e das seleções brasileiras de 1982 e de 1986.

Aliás, duas seleções retranqueiras na teoria: que time, em 1982, não tinha ponta-direita??? Só o Brasil, pra formar um quadrado no meio-campo que era característica de retranca. E em 1986 o Brasil jogava com dois volantes típicos de marcação, Elzo e Alemão, e um terceiro volante na armação, o Júnior!

Acho que essa era uma das grandes lições do Telê. Saber que montar times ofensivos não significava botar mais atacantes. Ele era um ponta que decidia jogos, mesmo sendo um ponta-falso, recuado. Quando virou técnico, passou a mesma lição, de que atacar não significa atabalhoar. E sempre prezando o futebol na bola, bem jogado, cuidando de fundamentos, passes, cruzamentos, finalizações. Futebol era básico para um técnico que, mesmo não sendo um estrategista brilhante, firmou estratégias brilhantes e lindas de se ver, de forma simples e básica.

O Telê vai deixar saudades...


Nishi - 12:10 AM


18.4.06


O Abreu nunca tinha ligado muito pro seu nome até chegarem os anos 80 e a proliferação de piadas infames. Na verdade ele não tinha nada contra piadas infames, até adorava a série sobre o pontinho verde subindo e descendo e a dos elefantinhos passando por debaixo da porta, mas quando chegou no seu nome ele se enfureceu. "Entrega esse papel pro Abreu?". "Que Abreu?". "Aquele que te comeu, rá-rá-rá"...

Eram umas dez dessas por dia, só na firma onde trabalhava, e ele não aguentava mais. Não aguentava inclusive porque ele era um cara que não comia ninguém. Também, com esse nome...

Um dia ele foi apresentado ao Bráulio no futebol. Papo vem, papo vai, em 5 minutos o pessoal já tinha começado com as piadinhas. "Pelo menos não estou sozinho", pensou o Abreu. Quando o irmão do Bráulio, o Mário, chegou, aí a diversão da galera ficou completa. Nesse momento o Abreu teve uma idéia. Por que não juntar todo esse povo atormentado pelas piadinhas com o seu nome pra fazer algo a respeito? Ia ser legal, todos iam trocar experiências e se consolar mutuamente.

O Bráulio e o Mário toparam na hora. Eles e o Júnior, que não tinha nada que ver com a questão mas adorava uma reunião, e fundaram o Instituto Nacional de Filantropia e Auxilio Moral a Indivíduos Atingidos por piadas (INFAMIA). A dupla Abreu e Bráulio, quando mais se destacava mais piadas rendia e a INFAMIA cresceu tão rapidamente como o número de piadas infames sobre seus membros, logo se tornando uma das maiores Organizações do país. O número de associados revelava a criatividade do povo. Pessoas até então poupadas, como o Guido (aquele que te comeu atrás do armário. Que armário? Embutido.) e o Jardel (que Jardel? Aquele que encheu seu cu de papel...) rapidamente encontraram uma razão para ingressar na INFAMIA.

O Abreu sequer se lembrava da razão pela qual o INFAMIA existia. Seu bráulio direit... digo, seu braço direito, o Bráulio também havia perdido espaço no mundo das piadas infames, superados até por casos como o da Marilda (aquela que tinha te comido a b... "fedilda") . Mesmo o Júnior, que entrara como simpatizante, passou a ser alvo de brincadeiras infames ao quadrado, já que passaram a chamar seu filho na escola de Júnior Júnior. Parecia não existir limite para a infâmia.

Com essa notoriedade começaram as brigas entre ele e o Bráulio. Quanto mais o Bráulio crescia, mais o Abreu temia, e foi isso o que realmente acabou acontecendo. Quando finalmente o Bráulio ganhou a envergadura que buscava, acabou com o Abreu. Conhece o Abreu, aquele que SE fodeu? Pois bem, era isso o que ele agora tinha que aguentar. Afinal, ninguém mandou deixar o Bráulio crescer daquele jeito. Era óbvio que ele acabar fodendo alguém...


Nishi - 12:39 PM


17.4.06


Hoje tem BLUEBELL no Banda Antes da MTV, às 23h00. Super Belzinha em ação!


Nishi - 9:03 AM


12.4.06


Top 5 Baixinhos que cantam muito:

- Ronnie James Dio
- Paul Rodgers
- Eric Burdon
- Nelson Ned
- Eu


Nishi - 9:12 AM


8.4.06


_ Ops, desculpa!
_ Não tem nada não.
_ Foi sem querer, sabe...
_ Tudo bem, tudo bem...
_ Não tive culpa, sabe? É que...
_ Tá, tá, não tem problema.
_ Eu queria que não rolasse stress...
_ Tá, eu já falei que tá ok.
_ Sabe como é, o metrô tá cheio...
_ Tá bom, tá bom!
_ ... fiquei sem espaço, acabei ficando numa posição ruim
_ Ok, tá bom!! Tá bom?
_ É que eu fico meio envergonhado, mas acontece.
_ Olha, eu já falei que não tem nada de mais, ok? Agora pára!
_ Aí, viu? Eu sabia que ia rolar stress, juro que foi sem querer...
_ Ai...
_ ... e eu imagino que uma menina bonita como você deve passar direto por esses inconvenientes...
_ É acontece, mas chega, tá?
_ Poxa, eu não gosto de causar constrangimentos.
_ O que você quer, hein?
_ Só me desculp...
_ Já se desculpou, tá?
_ Mas eu queria ter certez...
_ Ó, escuta aqui. Eu até gostei, você é bonitão e eu tava precisando de uma chegada assim. Mas aprende: nunva peça desculpas por encoxar alguém!! Agora chega mais aqui, vai, que o metrô tá enchendo!


Nishi - 9:30 AM


6.4.06


O palhaço Carequinha morreu. Tristeza.
O palhaço careca Enéas reapareceu, sem a barba! Tristeza.


Nishi - 9:23 AM


21.3.06


Já que eu tô pegando no pé do português alheio, tem também a dos anúncios de curso de inglês dado por "professores da USP", que garantem fluência em 5 meses. Não, o absurdo não é esse prazo curto pra aprender inglês. O ridículo do anúncio é que eles oferecem o serviço com "semi-gratuidade"... alguém conhece alguma coisa que é semi-gratuita? Se tiver, provavelmente é de responsabilidade de uma semi-grávida que era semi-virgem antes de iniciar a gestação...


Nishi - 9:20 PM


16.3.06


Mais uma de academia

Banner afixado na academia que frequento: "1º circuitão de Bike indoor ao ar livre! Increva-se se já!


Nishi - 8:48 AM


12.3.06


Top 5 - Alimentos que enroscam no meio dos dentes

- Manga
- Frango
- Brócolis
- Cupim (a carne)
- Agrião


Nishi - 9:59 PM


7.3.06


Este blog está de luto oficial em razão do falecimento de Atahyde Patreze.


Nishi - 10:54 PM


15.2.06


Faixa afixada em uma academia perto de minha casa: "Acompanhe a seleção em forma: planos especiais para a Copa do Mundo!"

Que raio de pessoa vai se preparar fisicamente para assistir a Copa do Mundo no sofá de sua casa??


Nishi - 4:29 PM


10.2.06


Recebo com insistência telefonemas da ed. Abril tentando me empurrar uma assinatura da revista Veja. Quando eu respondo que não tenho interesse porque acho que linha editorial da revista é ruim, os pobres atendentes não sabem o que responder e tentam argumentar dizendo para eu ler a edição da semana. Quando falo que de vez em quando leio a edição da semana, que compro nas bancas, volto ao "roteiro básico de telemarketing" e eles conseguem voltar a tentar me empurrar a revista, dizendo que se eu compro nas bancas, teria uma grande economia assinando-a... aiaiaiai...

É verdade que eu compro a revista às vezes nas bancas. A desta semana, por exemplo, comprei porque a Vejinha tinha uma reportagem sobre os dois vices-pefelistas do Estado e do Município de São Paulo. Realmente Cláudio Lembo e Gilberto Kassab rendem alguma curiosidade já poucos conhecem os nossos atuais vice. E todo mundo sabe como esse negócio de vice é complicado. Mas, enfim, o fato é que a reportagem da Vejinha foi o que se esperava: uma reportagem à la Caras, só que com outro nome.

Pra completar, a Vejona tá lá, espinafrando os atletas que representam o Brasil nas Olimpíadas de Inverno. Sim, é estranho o Brasil estar lá, mas... qualé? Incentivo a esporte pelo Poder Público não é ou não deveria ser uma coisa empresarial. A revista critica o gasto com dinheiro público com o esporte, mais especificamente com esses esportes de inverno. Ou seja, tá lá, implicita e explicitamente o gosto pela elitização esportiva. Se não for bom, não presta e não merece nenhum apoio. O problema é chegar nesse "bom" sem apoio. Na verdade o que se prega é que o Brasil continue vivendo de fenômenos específicos e de futebol. Pessoas que conseguem sair do nada como o Guga, o Joaquim Cruz, a Natália Falavigna, o Robert Scheidt, o Ricardo Prado, dentre tantos outros, merecerão respeito e dinheiro. Depois que se tornarem os melhores do mundo, revelações da força do Brasil. Agora, apoiar atletas que nunca serão os melhores, mas que competem em nível internacional, isso jamais! A Natália Falavigna, campeã mundial de tae-kwon-do, cansou de viajar para competições sem apoio algum. Quando ganhou o título o pessoal aparece. Antes disso, acredito que a idéia da Veja a um eventual apoio seria parecido: desperdiçar dinheiro público do esporte no tae-kwon-do com desconhecidos que nunca vão chegar lá? Pois bem, chegaram...

Lógico que não podemos envereder pelo mesmo caminho tosco adotado pela Veja. Não serei radical dizendo que nada do que foi dito presta. A idéia principal, de que desperdiçar dinheiro público não é admissível, é correta, errada é a qualificação do apoio do COB às Olimpíadas de Inverno. Também não está errada a assertiva, perdida no meio do texto, de que há muito gasto em viagens de competição e pouco na formação. Contudo, espinafrar em um artigo de 03 páginas toda a participação do Brasil nessas Olimpíadas, como se fosse palhaçada inteira, só continua a confirmar minha discordância com a linha editorial da Veja. Numa mesma edição temos essa crítica, um artigo sobre a Hebe e a Adriane Galisteu, outro sobre a mediocridade de Mozart, um terceiro sobre o destino das ex-dançarinas do Tchan... não dá pra assinar! Não dá nem pra ser educado com o pessoal do telemarketing!

Mas só fico imaginando se dá uma zebra - e que zebra! - e a Isabel Clark consegue beliscar um bronze... o que será que a Veja vai dizer? Ou será que o Clodovil, a Xuxa, ou o Luciano Hulk merecerão mais atenção?


Nishi - 8:35 PM


9.2.06


Idéias idiotas de um adolescente

Quando eu tinha lá meus 13, 14 anos, apesar da aparência de nerd e atitudes pouco rebeldes - nunca fui um adolescente-problema, o que me revolta hoje, adulto-problema que sou - não posso negar que minha mente também tinha minhas idéias idiotas, noventa e sete por cento evidentemente ligadas a sexo (ou à falta de).

Era batata: quando pegava o velho Trans-bus da linha Giovanni Breda sempre tinha uma faxineira que me fazia pensar coisas das mais absurdas sob o ponto de vista sexual. Não porque fossem sensuais ou belas. Nada disso, invariavelmente eram senhoras sofridas pela vida e com a pele curtida pelos anos e anos de trabalho braçal. Mas eu não conseguia deixar de imaginar o monte de sacanagens que elas poderiam ter feito no dia, seja com patrões ou filhos de patrões de minha idade e muito mais corajosos do que eu. Imaginava as barbaridades sexuais mais bárbaras, envolvendo desde mangueiras de água até a colheres de pau. Sortudos os moleques sacanas que se aproveitavam da experiência de sua empregada para suas experiências. Já eu continuava virgem...

E qual a razão disso? Óbvio, era o cheiro de cândida que elas tinham. Cândida? Cândida nada, aquilo só podia ser esperma juvenil, porra de patrões sessentões e outras aberrações. Nunca pela minha cabeça passaria a idéia de que o cheiro de cândida das diaristas fosse oriundo do uso de cândida. Eu não era bobo pra cair nessa...

Nada como um pouco de cândida derrubada na mão, após uma ida ao supermercado, para me relembrar das minhas idéias idiotas de adolescentes. A única certeza é a de que se as diaristas pudessem, elas arranjariam um jeito de se livrar do cheiro de cândida, que impregnou a minha mão como se eu fosse um diarista ou um masturbador maluco!


Nishi - 5:29 PM


16.1.06


Na volta do trabalho fui comprar minha janta, como de costume, no Pão de Açúcar da Ricardo Jafet. Você paga um pouco mais, mas sempre tem vaga no estacionamento, as filas nos caixas são pequenas, quando existem, e posso comprar minha verdurinha lavadinha, na paz. Como a Rivardo Jafet é uma via expressa, cheguei muito rápido em sua entrada e só quando estava quase entrando percebi o tumulto. Tarde demais, já tinha embicado na entrada e outros carros embicaram atrás de mim, enquanto ficava preso atrás de um carro que tinha tido a mesma estúpida idéia que eu. Logo se via o estacionamento lotadíssimo, como nunca vira antes e a ficha caindo: o show.

Naquela posição fiquei durante uns 15 minutos. Pior que congestionamento em dia de enchente, porque era obrigado a ver aqueles pobres idiotas que passaram o dia naquela fila inútil, por incrível que pareça felizes, com sorriso no rosto, e não por causa do ótimo show de abertura que vou perder. Para andar dentro do estacionamento até conseguir sair de lá foi mais meia-hora. Tinha guris enfurecidos, meninotas que não tinham nascido quando o Muro de Berlim caiu, e pasmem, muita gente que devia ter mais idade e mais juízo para deixar de ser besta e pagar uma nota por aquilo.

Se tivesse um ingresso desse show em mãos, provavelmente tentaria chamar a atenção de todos para torturar o ingresso, torcendo-o aos poucos, queimando suas bordas enquanto xingaria a banda com palavrões típicos de um pub irlandês. Se pudesse, cagaria nele em frente a todos. E me contorceria de dar risada ao ver alguns dos malucos tentando limpá-lo para aproveitá-lo.

Esses e outros pensamentos passavam pela minha cabeça enquanto ficava lá, toscamente imobilizado em um estacionamento pequeno de supermercado por causa de um show de uma banda de músicas ruins. Lógico, a abertura é sensacional, não fosse o fato de ter que aguentar os fãs insandecidos do U2 certamente cometendo heresias ao gritar para eles saírem do palco ou vaiando-os , eu veria o Franz Ferdinand com o maior prazer. Mas não dá, ainda mais pelo preço absurdo estipulado para ver um show bom e curto e um show ruim e longo, sabendo que o boa parte dos pobres idiotas que lá estarão sequer sabem quem é o Franz Ferdinand.

Vade retro u2. Para mim, seus fãs típicos - com honrosas exceções, é claro - são uma espécie de são-paulinos bambis da música. Nunca aparecem em shows "qualquer", posam de arrogantes por gostarem da "melhor banda do mundo" e essa auto-suficiência se esvai em gritinhos histéricos quando vêem a banda, igualzinho quando ridicularizam outros que fazem a mesma coisa com as bandas preferidas. Xô!


Nishi - 10:13 PM


5.1.06


Qual a chance de um cara como Lothar Matthaeus, melhor jogador do mundo em 90, recordista de jogos em Copas do Mundo (disputou 05), craque milionário que vive em um país milionário, vir para o Brasil treinar um clube, em um momento em que craques saem do país a preço de banana justamente porque falta dinheiro aqui pra segurá-los no pais? Eu diria que é de 0,01%. Só que parece que isso vai acontecer... Matthaeus esteve no Brasil visitando o Atlético Paranaense, que nem é um dos chamados clubes grandes, embora já tenha sido campeão brasileiro e seja o atual vice-campeão da Libertadores.

Lógico que a bolsa de Tóquio não vai cair por causa disso, mas... que notícia estranha, sô!


Nishi - 10:43 PM


2.1.06


Aquela menina era um doce. Tão doce, mas tão doce que se perfumava com Tubaína, pra ficar todinha tutti-fruti. Nem precisamos citar eventuais problemas de gases que ela poderia ter, não é?

Como todo doce, ela enjoava se consumida demais. Por isso, nunca engatara um namoro sério. Até existiram alguns caras que conseguiram aguentá-la numa boa, mas acabaram tendo diabetes ou cáries que os afastaram dela. Assim, ela continuava sua vida, enfeitiçando muitos à primeira vista, mas sempre solitária depois de algum tempo.

Um dia ela encontrou um cara coxinha. Um cara coxinha é o indivíduo massudo, galinha por dentro, mas oleoso por fora. Enfim, um rapazote daqueles que ninguém olha com muita atenção, até porque tem em todo lugar. Ela, tubaína, ele coxinha, acabaram se revelando um par ideal, pelo menos se considerarmos isso em um nível de refinamento sócio-cultural, intelectual e gastronômico não superior a uma padoca de periferia. Mas quem se importava? Eles eram felizes um com o outro e vivendo sua vidinha espalhavam má-digestão, azia e gastrite ao seu redor. E apesar de tudo isso, ninguém queria vê-los separados, afinal, pelo bem pelo mal eram feitos um pro outro.


Nishi - 8:24 PM


26.12.05


Drops

Eu não tenho a menor idéia de qual é a diferença entre o Ralph Fiennes e o Liam Neeson. E isso porque um deles - não sei qual - é um Jedi.

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"End of the century" é fantástico. Compre, roube, alugue, empreste, faça alguma coisa mas não deixe de ver. Gabba gabba hey

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Alguma coisa está errada na sua vida quando você ganha, de Natal, uma régua com uma calculadora embutida.


Nishi - 10:47 PM


14.12.05


O sujeito olhava para um lado e para outro, incessantemente. As pessoas ao redor inicialmente não davam muita atenção, mas depois que percebiam que o cara não parava de fazer esse movimento começaram a olhar curiosas. Logo se formou um aglomerado ao redor dele, que crescia a cada minuto. Uma multidão se formou em poucos minutos e atraiu a atenção da polícia que tentou, em vão, falar com o sujeito e tentar entender o motivo daquele comportamento. Mas o cara não parava, olhava, com movimentos pausados e contínuos, de um lado para o outro. Um policial se irritou e tentou tirar o sujeito à força dali, mas extraordinariamente ele não se movia, por maior que fosse a força do guarda, que era bem parrudo. Outros hesitaram, ante as iniciais vaias da população e dos risos e aplausos que se seguiram à tentativa frustrada. Mas a confusão gerada já atrapalhava o trânsito das redondezas, era necessário fazer algo. Reforços vieram, assim como o resgate médico. Quatro policiais não conseguiram mover o sujeito do lugar, ele parecia estar colado no chão. Uma corda foi colocada ao redor de sua cintura para ele ser guinchado e um cordão de isolamento fora criado. O trânsito já estava atrapalhado em vários bairros e um helicóptero já circulava por ali, enquanto a imprensa chegava atabalhoadamente. Nada. Sem parecer fazer o menor esforço, o sujeito continuava impávido, olhando de um lado para o outro, como uma estátua. Era algo extraordinário e sensacional, sem dúvida. Um jornalista conseguira a informação extraoficial que se tratava de um expoente de um movimento social, mas a polícia nada confirmava, enquanto preparava-se para uma nova tentativa. Como prender o cidadão se sequer eles conseguiam movê-lo de lá? A população ao redor se divertia e já havia gente lucrando algo com o aluguel de banquinhos para que os interessados pudessem subir e enxergar melhor, ou ainda descansar até o próximo ato.

Já havia se passado duas horas e nada de solução. Um telejornal já entrara ao vivo de lá e alguém havia, insanamente, sugerido uma retroescavadeira, já que o Metrô fazia obras próximo ao local. Insanamente a sua sugestão foi acolhida e lá veio a enorme retroescavadeira para um duelo desigual com um ser que parecia humano, mas que agia sobrehumanamente. Antes que isso ocorresse, porém, alguns ativistas dos direitos humanos chegaram ao local e impediram a ação do veículo. Um impasse foi criado, já que, embora fosse óbvio que jamais uma retroescavadeira poderia ser utilizada para fazer uma pessoa se mover, nenhum outro meio humanamente aceitável parecia dar resultado. Já eram cinco horas de discussão e o tema já era o assunto do dia. Soube-se que algumas bolsas de apostas de Londres já tinham como objeto quanto tempo o rapaz ia ficar lá. Juristas famosos deram pareceres contraditórios entre si e a Polícia passou a buscar um método constitucionalmente válido de usar as medidas que fossem necessárias para fazer com que "aquilo" saísse de lá. Já eram mais de 10 horas de angústia e ninguém duvidava que era um ser de outro planeta, que não precisava se alimentar e tinha força sobre-humana.

Houve gente que acreditava tratar-se de um andróide com algum erro de programação, e que os governos não intervinham diretamente porque isso denunciaria o escândalo que seria a descoberta desse Projeto Secreto. Outros enxergavam nele a chegada do Messias e pequenos círculos já surgiam com profetas a buscar, em altos brados, arregimentar mais fiéis, o que começou a gerar nova confusão. A região estava completamente interditada e curiosos chegavam a se aglomerar a mais de um quilômetro de distância do local.

A situação perdurou dias a fio, e o ímpeto inicial acabou perdendo a força. Muita gente ainda acompanhava o sujeito, agora envolto por uma verdadeira cabine de proteção, mas já não havia mais o que fazer, enquanto o impasse jurídico prosseguia. Após alguns meses, poucos ainda acompanhavam com o ardor inicial o ocorrido. Muitas teorias ainda subsistiam sobre "aquilo", mas poucos ainda acompanhavam, na prática, a saga dele. Virou atração turística da cidade e muitos passavam por ali, um pouco apressados, a vê-lo. Já não se duvidava de que se tratava de qualquer coisa, menos gente, uma vez que durante todo esse tempo ele não se alimentara, defecava ou fizer qualquer coisa de humano.

Até que um dia ele desapareceu. Sumiu. Escafedeu. Psicólogos atribuíam isso a um delírio coletivo, outros simplesmente acharam que isso confirmara a tese de que seria um extraterrestre. O fato é que ninguém nunca soube o que ocorrera e que restara ali apenas a cabine, como monumento ao desconhecido, que à noite servia como abrigo de mendigos e que depois de poucos anos já se degradara a ponto de fazer parte da paisagem humana como um cartaz qualquer colado em alguma parede da cidade.


Nishi - 11:05 PM


6.12.05


Buçalar. Sim, um dia buçalarei sem sequer saber o que é isso. E acho ainda que todo mundo pode buçalar um dia. Que jogue a primeira pedra quem nunca teve vontade de buçalar!! Se quiser, que reclame com o papa, antes que ele reclame de ti.

Buçalar é como acogular ou abjurar. Uma daquelas coisas que nunca usaremos na nossa vida útil e nunca assumiremos em público que um dia fizemos. Mas, secretamente, no seu íntimo, tenho certeza que sua alma rebelde ainda pulsa por uma bela buçalada um dia desses. Nem que seja só pra marcar presença, chamar a atenção e se opor à lógica social que rege nossa vidinha cheia de regras predispostas. Buçalemos todos, brademos em alto e bom tom. E que se danem os paroxismos sociais e morais. Afinal, se você tem coragem de abjurar - e isso, por acaso, eu acabei descobrindo o que é depois de ler alguns livros de história - terá coragem de buçalar. Mas quem quiser que buçale sem abjurar. Somos livres, ora essa!

Como livre estará quem quiser consultar um dicionário para descobrir o que é buçalar. Mas tenha certeza, se quiser descobrir o significado de tudo, a sua vida perderá muito de sua graça. Eu preferiria a minha doce ignorância e a minha estupenda imaginação a tentar se conformar com um caminho fácil e burocrático.


Nishi - 11:06 PM


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